09/07/2012 - 10:54     |
Produção de ovinos em MT ainda é pequena
Fonte: Folha do Estado
Foto: Ilustrativa
Produção de ovinos em MT ainda é pequena
Aos poucos o rebanho de ovinos em Mato Grosso vai ganhando seu espaço. Uma das atrações em meio aos 30 mil animais que circulam na 48ª Expoagro, o rebanho dos pequenos cresce 15% ano. Hoje, são mais de 1,1 milhão de cabeças, contudo 60% da carne vem de outros Estados e até mesmo países para a mesa do mato-grossense. O custo da carne direto do produtor ao consumidor tem elevado o consumo. A cadeia produtiva acredita que crescimento siga nos mesmos patamares e vê como desafio elevar o volume de carne, visto que um cordeiro de 40 quilos quando abatido chega a ter cerca de 18 quilos apenas de carne. Segundo o tesoureiro da Associação dos Criadores de Ovinos de Mato Grosso (Ovinomat), Antônio Carlos Carvalho de Souza, hoje abate-se cerca de 300 mil ovinos em Mato Grosso em média ao ano. Ele comenta que o cordeiro é o mais abatido para consumo, seguido de animais de descarte. “Só matrizes que não abatemos, pois com a produção em franco crescimento as estamos segurando”. Na fazenda Bonjour, em Guiratinga (sul do Estado), a criação de ovinos da raça Santa Inês tem como foco a criação para venda de matrizes e reprodutores, em meio ao reflorestamento de eucalipto. Conforme a proprietária Fernanda Bonjour, a criação destes animais em Mato Grosso é viável, principalmente a raça Santa Inês que é desprovida de lã. “Ela se adequa ao nosso clima e possui uma maternidade rápida. A gestação é de cinco meses”. Bonjour comenta que chega a comercializar uma matriz comercial por R$ 300, já um animal reprodutor em média R$ 2,5 mil. Desafios Para se produzir um quilo de ovino o desembolso do produtor varia de R$ 2 a R$ 2,50 e recebe pelo mesmo quilo do animal vivo entre R$ 3 e R$ 3,50 dos frigoríficos. No Estado existem três frigoríficos de ovinos: Rondonópolis, Alta Floresta e Tangará da Serra. De acordo com o tesoureiro da Ovinomat, há um projeto de outro frigorífico em Pontes e Lacerda e um grupo de cooperados em Cuiabá estão se unindo para erguer um frigorífico na Capital. “Ainda temos em Campo Verde um tradicional frigorífico do Rio Grande do Sul querendo investir, inclusive já possui-se o terreno, resta apenas o projeto e o valor do investimento. A vinda do estabelecimento com uma filial só prova que estamos crescendo no segmento”, diz Souza. O mesmo frisa Bonjour que revela haver frigoríficos de São Paulo vindo comprar os animais mato-grossenses. “Nosso desafio é aumentar o volume de carne agora, visto que um cordeiro, por exemplo, de 40 quilos chega a ter somente 18 quilos de carne”, comenta o tesoureiro da Ovinomat. Ele salienta isso, pois 60% é importado. “São poucos os frigoríficos ainda e o rebanho também, por isso a carne acaba vindo de outros Estados e países como Argentina e Uruguai e nestes casos é caro ao consumidor nos supermercados”. Souza frisa que direto do produtor ao consumidor o quilo da carne de cordeiro e nobre varia de R$ 10 a R$ 15. “O preço está mais acessível e tem elevado o consumo”.
 
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