04/11/2011 - 11:58     |
Preço da carne está até 35% mais caro este ano em MT
Fonte: Autor: A Gazeta
Variação no preço da carne entre 2010 e 2011 chega a 35% em alguns cortes e na média, o acréscimo entre o valor praticado no ano passado e este ano chega a 25%, cujo quilo passou de R$ 11,17 para R$ 13,99, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado esta semana. Aumento registrado para o consumidor não segue o preço da arroba do boi, que no mesmo período variou 0,9%.

Se comparar o preço da arroba em 22 de outubro de 2010 com o valor médio em 21 de outubro deste ano, houve uma pequena elevação, subindo de R$ 87,90 para R$ 88,72. Distância entre a variação no varejo e no campo é uma das queixas dos pecuaristas do Estado. Segundo o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, há uma distorção entre campo e cidade e que o preço cobrado do consumidor final não é formado de acordo com oferta e demanda.

Para os consumidores, o que é possível observar é que ficou mais caro comer carne. A professora Maria Mirtes da Silva, 58, afirma que a carne é dos ingredientes que mais pesam no orçamento familiar. Como explica, o consumo varia de acordo com o preço praticado no mercado. "Não compro carne com muita frequência, até porque quando tem promoção aproveito para fazer estoque em casa”.

Entre os cortes que tiveram aumento entre setembro do ano passado e setembro deste ano está o contrafilé, que está custando em média R$ 22,29 e há um ano não passava de R$ 16,90, acréscimo de 34,35%. O acém, carne relativamente mais em conta, registrou aumento de 35%, partindo de R$ 8,43 para R$ 12,69.

Proprietário de uma açougue em Cuiabá, Otávio José Nunes, revela que realmente a carne ficou mais cara este, mas que os clientes se adaptaram e não reduziram o consumo. No estabelecimento dele são comercializados cerca de 100 quilos por dia, sendo que metade é vendida para clientes maiores, como restaurantes, e a outra metade no balcão. A preferência também varia entre os consumidores, sendo que os atacadistas mesclam entre carnes de primeira e de segunda e os consumidores no varejo dão preferência aos cortes mais nobres.

Administrador Lucas Piccinin, 28, mora sozinho, mas nem por isso deixa de fazer as contas na hora de comprar. Ele revela que prefere comprar alcatra ou contrafilé, mas que quando preço está alto pede coxão duro. Por mês, Piccinin acredita que gasta entre R$ 60 e R$ 70 e o churrasco de final de semana, segundo ele, fica por conta dos amigos.

Entre agosto e setembro deste houve uma elevação média de 6,16%, sendo que acém foi novamente o corte que mais encareceu neste intervalo, passando de R$ 9,92 para R$ 12,69, o quilo. Retração de preço foi observada somente no lagarto e na maminha, que ficaram 3% mais baratos entre um mês e outro, porém em um ano acumulam majoração de 11%, no caso do lagarto, e de 13% na maminha.


 
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